Uma mãe que criou o filho sozinha agora luta para que a morte dele não seja esquecida. Natural de Ibotirama, no oeste da Bahia, Josy Abreu entrou em contato com o Ibotirama News para fazer um apelo por justiça pelo assassinato do filho, Jorny Thiago Abreu Adorno, de 23 anos, morto a tiros em um bar no Riacho Fundo II, no Distrito Federal, em 13 de outubro de 2024.
A família deixou Ibotirama e se mudou para Brasília em busca de melhores condições de vida e de novas oportunidades. O que deveria representar o início de uma nova etapa, porém, terminou em uma tragédia que mudou para sempre a vida de Josy.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Jorny trabalhava como segurança no Puxadinho Gastrobar quando foi atingido por disparos durante uma confusão no estabelecimento. Outras cinco pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança de 10 anos.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o episódio começou após Felype Barbosa da Silva tentar deixar o estabelecimento sem pagar a conta. Durante a abordagem, ocorreram os disparos que provocaram a morte do segurança. O acusado foi denunciado por homicídio e tentativas de homicídio. Um segundo homem também foi denunciado por supostamente permitir a entrada do suspeito armado sem revista pessoal. As acusações deverão ser apreciadas pela Justiça.
Dor de uma mãe e um sonho interrompido
Por trás do processo judicial existe a história de uma mãe que dedicou a vida à criação do filho. Josy Abreu criou Jorny sozinha e, agora, enfrenta a dor da perda enquanto aguarda respostas da Justiça.
Jorny tinha planos para o futuro e carregava o sonho de se tornar policial. Aos 23 anos, teve a vida interrompida de forma violenta, deixando familiares e pessoas próximas diante de uma ausência que nenhuma decisão judicial poderá apagar.
Atualmente, Josy trabalha como neuropsicanalista e busca forças para continuar a vida, sem abrir mão de cobrar respostas sobre o caso do filho.
Família pede julgamento e teme que o caso se prolongue
Mais de dois anos após o crime, a mãe manifesta preocupação com a demora para que o caso chegue a julgamento. Segundo o relato de Josy, os pedidos da defesa para que o acusado responda ao processo em liberdade aumentam sua angústia e o temor de que a espera se prolongue ainda mais.
A família pede que o processo avance e que o caso seja submetido a júri popular, caso essa seja a decisão judicial cabível, para que as acusações sejam julgadas e haja uma resposta da Justiça.
Em dezembro de 2024, o MPDFT informou que havia denunciado dois homens pelo episódio. Na ocasião, o órgão comunicou que Felype respondia ao processo em prisão cautelar. A situação prisional atual e a data de eventual julgamento precisam ser confirmadas junto à Justiça do Distrito Federal.
Um apelo para que a história não seja esquecida
Ao procurar o Ibotirama News, Josy busca dar visibilidade à luta de uma família que saiu da Bahia em busca de dias melhores e acabou marcada por uma perda irreparável.
A mãe quer que a história de Jorny seja lembrada não apenas pela violência que tirou sua vida, mas também pelos sonhos que ele carregava e pela trajetória de um jovem que desejava construir um futuro diferente.
A espera por justiça continua sendo a principal preocupação da família, que pede celeridade na tramitação do processo e uma definição sobre o julgamento.
Até que haja uma decisão judicial, os envolvidos devem ser tratados conforme o princípio da presunção de inocência.
Ibotirama News acompanha o caso e busca informações atualizadas sobre o andamento do processo.

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